PITACOS SOBRE O IMPEACHMENT

Heckel        Quando o presidente do Supremo Tribunal fez saber aos senhores senadores que eles não estavam ali como acusadores nem como defensores, mas sim como juízes de um processo, concluí com um: Vixe! O homem acabou de preanunciar a sentença do impeachment da Presidente da República.
         Por que? Porque ao ser atribuído ao Senado uma distinta dignidade, esperava-se que o aludido processo fosse aí discutido de uma maneira mais republicana, democrática e mais esclarecedora, mas qualé nada; desenvolveu-se tal e qual na Câmara dos Deputados: os senadores não hesitaram em declarar o voto ou evidenciar as parcialidades. Assim sendo a lei da força estava mais do que clara, pois, por antecipação sabia-se que o número de parlamentares declarados a favor era maior.
         Que poder de julgar possuíam suas excelências se a condição para isso requeria no mínimo, no mínimo mesmo, isenção e impessoalidade! Pra cima de Moá, não: o caixão da mandatária da República já havia sido encomendado e, de muito encontrava-se em algum dos “nobres” salões do Congresso Nacional.  
Como muito se falou ser o impeachment um processo político e jurídico, ao entrar o Supremo na jogada acreditei dirimir a dúvida das chamadas pedaladas fiscais e decretos que ampliaram os gastos federais. Ledo engano. De prima o Meritíssimo Presidente lavou as mãos. A Corte seria apenas uma avalista a provar que tudo haveria de correr como manda o figurino; a ela não caberia, portanto, explicações jurídicas quanto ao mérito da acusação de crime de responsabilidade. A grosso modo o Ministro teria completando: Ó senadores, como não existe uma norma recente sobre este tema, vamos nos debruçar na Lei 1079 de 1950, bem como no caso da renúncia do Collor de 1992. Vossas Excelências estão soberanas e soberanos para decidirem.
         Sem os esclarecimentos da instância superior da Justiça, este cidadão se arvorou de arbitrar a parada e concluiu: a derrubada da Presidente se deu mais por ela ser atacada pela atual situação econômica do país, do que pelos imputados crimes. Mas, como em nosso País presidencialista (O Parlamentarismo fora descartado no plebiscito de 1993, lembra?), inflação e desemprego altos, enfim, crises econômicas sempre existiram em governos passados... E a corrupção? Influenciou, claro! Porém os oposicionistas não podem cantar de galo haja vista  até o famoso Japonês da Federal usar tornozeleira eletrônica  para trabalhar!
         No impasse sobre o chamado fatiamento da pena em que a nossa Câmara Alta resolveu não cassar os direitos políticos da Presidente, evidenciando a falta de convicção e consciência dos votantes, também meti o bedelho e entendi que se houver desfecho de anulação do veredicto, in totum ou da fatia em apuros, poderá ocorrer uma desmoralização do Judiciário e ainda mais acentuada do Legislativo. Para um plenário que se calou diante da fala de uma senadora ao dizer em alto e bom tom que a metade dos senadores não tinha moral para julgar ninguém, havendo somente uma reaçãozinha de bate-boca particularizada entre dois colegas por um se achar sabedor dos podres do outro e vice-versa, nossa! vou parar por aqui. Pô! Nem um membrozinho da metade salvaguardada se atreveu a lançar a primeira pedra!
         O vice, agora investido da titularidade absoluta desde 31 de agosto com a oficialização das intenções, está na hora de se sensibilizar e, desnacionalizar dos brasileiros os “gregos” e “troianos” nascidos por conta do desenrolar desta descontinuidade da normalidade democrática. Como? Resolvendo com urgência os problemas da gestão passada que com muita ênfase a elas se prendera e, prometera resolver. Claro, sem adotar políticas resultantes em sacrifício do povo, especialmente aos da classe menos aquinhoada e dos trabalhadores em geral.
         Acordei nesta manhã de 13 de setembro intencionando inserir outras sugestas para terminar este Pitacos... mas resolvi encerrar, como tem tudo a ver, registrando   o fim de uma procrastinação de onze meses: a cassação do deputado Eduardo Cunha, pivô do impeachment ao abrir uma ação engavetada por mais de sessenta dias puramente como se sabe, por vingança, vingança contra os petistas ao se determinarem votar contra ele na Comissão de Ética. Coisas de nosso Brasil varonil!

 
TROCAR SEIS POR MEIA DÚZIA

         Embora faltem alguns dias para a decisão, o governo Dilma cuja progressão de impopularidade acompanhei dando meus pitacos desde as primeiras manifestações de ruas, parece estar, diante do atual panorama das duas casas legislativas, em fase terminal.
         Não cheguei, provavelmente em razão de minha leiguice, chegar a uma conclusão se houve ou não os imputados crimes de responsabilidade. Como poderia se na Câmara e no Senado as explanações dos doutos especialistas jurídicos –dos dois lados– sobre os delitos foram carregadas de conveniências, em vez de se prenderem na letra fria constitucional! Como, se os parlamentares (os do Senado alguns poucos mais discretos) claramente anteviam o voto! Como, se até mesmo nos presidentes e relatores esta preferência era facilmente deduzível!
         Se na de julgador a consciência não me levou a um veredicto, na de eleitor não, bati o martelo: longe de aceitar o propagado duo político-jurídico, para mim o rito foi puramente político. Por isso ficar convencido que no cerne estava a má condução da economia de um mandato refletido no outro, e a imperiosa necessidade de ajusta-la, o que viria atingir em cheio o bolso do consumidor.  Outro determinante: o estouro da corrupção na Petrobras. Crer piamente nas “pedaladas” seria deixar passar em branco, situações semelhantes em que os governadores dos Estados federados - como muito se propaga nos meios de comunicação – deitam e rolam no pedal.
Não entrando na seara do atual chefe da Câmara dos Deputados, autor do inusitado ato de anular o impeachment e depois voltar atrás, entremos na do novíssimo Poder Executivo que de prima eliminou 10 ministérios e, anunciou cortar até dezembro 4000 cargos comissionados; pacificar o país; reativar a economia com o objetivo de fomentar o emprego; promover reformas para uma maior autônima dos Estados e municípios, entre outras promessas.

 
Os programas sociais também foram jogados para a plateia com as pronunciadas “letras garrafais” do Presidente.
Após as suavizadas palavras, outras nem tanto tiveram curso como as da volta da CPMF e, as do limitar de idade numa pretendida reforma previdenciária. Não mudaram o tom, mas houve transformação de esperançosas para contraditórias. Por que? Porque quando o governo titular tocava na referida Contribuição a maioria dos protagonistas do impeachment era useira e vezeira em declarar um sonoro “não” a esse tributo, e tinha como argumento não mais sacrificar a população. Ou a coerência terá sido momentânea?  Como reformar a Previdência é uma questão que vem gerando polêmica deste antigamente, o anunciado foi logo rebatido. E sabe por quem? Por um braço forte desse processo de cassação, chamando de “estapafúrdia” a proposta. O fato é que contradição é contradição e isso pode gerar desconfiança aos que estão ávidos para ver um país melhor, pois receitar iguais remédios que requerem mais sacrifícios do povo é, como se diz, trocar seis por meia dúzia. 
         O ajuste na economia, claro, se faz necessário, mas como uma das facetas de nosso sistema político é a acomodação dos coligados com um chamado “loteamento de cargos”... Esta característica fica patente na antecipação pública de Sua Excelência em fazer um ministério de notáveis, e o que se vê, conforme analistas, são uns gatos pingados dos ditos insignes. E no exercício alguns – vixe! – já registrados com nome, endereço e dedão polegar na Lava Jato.  
         Com relação a essa credibilíssima Operação, ainda bem, não sofrerá solução de continuidade conforme salientara o Ministro da Justiça; mas ao mesmo tempo manca no pedaço ao exprimir a vontade de subtrair do Ministério Público Federal a autonomia de indicação para a nomeação da chefia da Procuradoria-Geral da República.  
Itapebi - sua história
Itapebi - sua história
Itapebi - sua história
 
 
 
 
O país numa travessia difícil e esdrúxula
Em vários escritos a respeito da atual crise política, por vezes o meu descrédito nos partidos políticos esteve arrolado, quanto à Lava Jato, operação surgida em razão das práticas ilícitas cometidas por essas instituições e avalizadas por uma rede formada pela elite empresarial de construtoras, a Petrobras e, na raiz do problema, o dinheiro fácil oriundo do chamado ‘financiamento de campanha’, não, sempre me pus a favor.
    Embora o partido governamental estivesse –como está– no epicentro da corrupção, a mim nunca restou a menor dúvida serem todos “farinhas do mesmo saco”. Ou algum se arvora a proclamar-se politicamente correto diante das tentadoras ofertas na base do ‘caixa dois’, ‘propinas’ entre outras transações penosas? Se houver, só posso concluir ter sido por falta de oportunidades. Este é o sentimento, infelizmente, infelizmente. Obviamente dentro de todos os quadros partidários existirão membros não prevaricados, mas serão poucos, pouquíssimos. E como o Congresso Nacional age sob a batuta do voto....     
Num desses textos acerca da referida operação inseri que inúmeras vozes a qualificavam como uma grande página na história do Brasil, com relação as instituições brasileiras, ouvia-se que elas, apesar dos pesares estavam funcionando. De prima, por razões óbvias do estabelecido conceito, rejeitei a funcionalidade da Câmara Federal, aliás descarte coerente com a pesquisa de opinião pública de muito apontando esta entidade como a mais desacreditada do país.
Hoje com o desgaste do Poder Executivo mais o do já corroído Poder Legislativo somado aos pipocos de grampos sigilosos no ar, e delações premiadas a introduzir outras e outras personagens no circuito, são evidências que me levam imaginar o país numa travessia difícil e esdrúxula. Se fizemos uma análise rasteira vamos ver que os substitutos legais no caso da queda da Presidente da República, pela ordem ocupariam o cargo o Vice-Presidente, o Presidente da Câmara e por fim o do Senado; acontece que todos eles estão sendo investigados e sujeitos a cassações, com o agravante do da Câmara encontrar-se com o mandato parlamentar pendente no Conselho de Ética e já ser réu no Supremo Tribunal.  Tal cenário político também poderia ser qualificado de grotesco para não o taxar de estarrecedor. E se levarmos em conta que o presidente do principal partido opositor ao governo também está, conforme contundentes delações recentes, a um passo de ingressar no rol dos “inocentes”, não precisaria dizer mais nada.  
Com tudo isso esse manifestante aqui jamais deixou ser levado pela emoção a ponto de desabraçar o Estado Democrático de Direito para afagar um outro regime. Por isso entender que o princípio constitucional da ampla defesa, do contraditório, prevaleça e seja defendido, para não embarcarmos num descontrole social e em consequências outras imprevisíveis.  Outra questão: se se trata de limpar a sujeira política do Brasil, que se faça uma “lavagem” irrestrita, não deixando no ar resíduos contaminantes. Desse jeito se rastros forem encontrados, investigue-se, pois como já dizia o velho ditado “onde há fumaça há fogo”.
     O momento deveras é delicado e urge iniciativa das autoridades, sobretudo das chamadas representações políticas, com responsabilidade e serenidade; a meu juízo, como se pode perceber, iniciativa de uma radical reforma no sistema político-partidária. Porém, como esta hipótese está longe de acontecer e como as condições morais e éticas dos poderes Executivo e Legislativo encontram-se altamente abaladas e a provocar acirramentos entre governistas e oposicionistas, a solução poderia estar – como já opinaram diversos juristas - no Supremo Tribunal Federal assumindo uma espécie de Poder Moderador numa versão moderna. Na minha rigorosa e santa inocência democrática, no afã de ver debelada essa crítica situação de prejuízos incalculáveis a todos os brasileiros, me veio até a audácia de sugerir que ministros dessa Egrégia Corte só fizessem exposições na Impressa tão somente sobre questões técnicas-jurídicas, porque um “pitaquinho” a mais nesses instantes de ânimos populares exaltados, podem soar diferentes em variados ouvidos. A propósito, os meios de comunicação, agora citado, especialmente o televisivo, tidos pelo seu “poder de fogo” como o quarto Poder da república, que redobrassem esforços no sentido de as notícias serem dadas com neutralidade, ajudando assim o país a se livrar desse caótico período.
 
Haja Lava Jato

Semana passada a Lava Jato indo além do limite temporal inicialmente previsto, atingiu o governo presidencial de 1997 e descobriu o manto “acima de qualquer suspeita” dos tucanos.  Tal investida me viria reforçar a convicção que os partidos políticos brasileiros são sem dúvida alguma farinha do mesmo saco. Vixe! Agora quero ver qual o representador partidário que se atreverá a atirar a primeira pedra...

Sobre essa questão de tempo, Ricardo Semler, empresário paulista, autor do livro “Virando a Própria Mesa” e braço forte do tucanato, nove meses depois de deflagrada a referida operação policial, em seu artigo “Nunca se Roubou Tão Pouco” de novembro de 2014, ao analisar o esquema de propinas da Petrobras envolvendo empreiteiras e políticos, já afirmava que essa armação existia desde os anos 70.

Se para o governo central o 2015 inteiro foi de terrível digestão, para seu principal opositor, o partido tucano, o finalzinho dele nunca foi tão péssimo ao ter que engolir goela abaixo um cardápio indigesto e aparentemente não relacionado no banquete. E nem a sobremesa se salvara, pois, o prato de doce denominado “mensalão tucano”, feito da condenação por mais de 20 anos de prisão de um ex-governador mineiro, ex-presidente nacional da sigla, e um dos integrantes de sua comissão de frente, não estava na relação.

Tenho ouvido dizer por aí e por vezes que a Operação Lava Jata é uma grande página na história do Brasil. Também que o país apesar dos pesares, do crítico panorama –e do inacabável disse me disse entre os poderes Legislativo e Executivo, parecendo terem perdido a capacidade do diálogo–, as suas instituições estão funcionando. Este representado ovaciona sem pestanejar a primeira afirmação; quanto a segunda, mesmo não sendo na mesma intensidade a todas, as aplaudo. Ó, não! No otimismo me passei. Excetuo duas: a Câmara dos Deputados -  Ave Maria! Risca, risca. A outra? Realmente não é possível confiar na organização que a gente costuma chamar de partido político! Sim, e que seria, claro, de suma importância no projeto de uma nação progressista e desenvolvida.

Que a política é feita de opiniões discordantes é um fato, agora, políticos exercer mandatos em função de seus próprios interesse, isso é de lascar, é impatriótico ao extremo e pode fo... com o país. Deixo, após breve conceito a respeito desta ação da Polícia Federal, as palavras do ex-tenista Gustavo Kuerten, em recente homenagem recebida no Rio de Janeiro: "Na posição que ocupo, eu conclamo os nossos representantes, a quem está no governo do país e todos do poder público e quem nos comanda que olhe para esta sala e se espelhe nesta sala (cheia de atletas).

Sejam justos, honestos, brasileiros de verdade e esqueçam partido, panelinha e lutem pelo Brasil. O nosso país merece isso, e que, sendo Kuerten um homem que no esporte já deu tantas glórias ao Brasil, quiçá bom número dos conclamados já tenha lido a mensagem. E que ela, evocando a ética, a honestidade, o patriotismo, sirva para processar um efeito transformador nos nossos representantes pós recesso parlamentar.

Outros Esdrúxulos fatos
De prima a opinião deste cidadão escrevinhador é deixar claro que quem tiver culpa no cartório pague com juros e correção monetária. Digo respeito à crise política envolvendo a “operação Lava Jato” e os poderes Executivo e Legislativo e geradora de outra mais grave e de reflexo direto na sociedade, a econômica-social.  
Também a de não aceitar goela abaixo a abertura do impeachment pelo presidente da Câmara dos Deputados contra a Presidente da República ter sido um ato republicano e democrático, ao contrário vi-o como uma vingança planejada.  Ou será que os anunciados votos petistas pela admissibilidade do processo de sua cassação não o fez soltar o explosivo que engavetado estava por mais de sessenta dias? 
A precária situação econômica do país, o “civilizado” diálogo entre esses “harmônicos” poderes, o acirramento político e os penosos resultados vividos pelos cá de fora das quatro linhas, têm-me reforçado a convicção de que o sistema político brasileiro está falido. E não é que meio ao burburinho, assim como um fato novo, surge –não entrando o mérito da questão– o Tribunal de Conta da União –TCU! E o mais complicado é que esse tribunal não é tribunal mas tem força de tribunal, haja vista a estória deste impedimento presidencial haver iniciado em suas entranhas com a “descoberta” das famosas ‘pedaladas fiscais’. Coisas deste Brasil varonil!
Aliás outros esdrúxulos fatos têm surgidos no âmbito desses nossos poderes mais altos.  Um é a ambiguidade oposicionista –entendendo a presidente praticante de crimes– propor e brigar para derrubar o governo, tentando inclusive o adiamento do recesso parlamentar e em seguida desistir do intento, parecendo não medir as consequências.  Por sua vez a frase “Só sairemos da crise com a mudança de governo” de um partido num programa de televisão como se a solução possa vir num passo de mágica, pode se configurar numa apelação perigosa.  Isso sem dizer do poderosíssimo presidente da Câmara ser o promotor do impeachment e ao mesmo tempo investigado pelo Supremo Tribunal Federal –STF. E por falar neste colegiado os meios de comunicação anunciam ser costumeiro um seu membro emitir reiteradas declarações contra um partido político, o que, embora a consciência aponte-me a impossibilidade da isenção, da imparcialidade na vida humana, ela igualmente me indica que tais togados são obrigados a primar pela discrição, idem pelo, claro, saber jurídico, para que a esta mais alta instância do Poder Judiciário, considerada a guardiã da Constituição cidadã, não venha sofrer arranhões em sua credibilidade.
Acredito, em mais um pitaco, que no contexto político, os problemas dos que estão à margem do campo, urgem soluções. Ademais se os atos cometidos pela presidente forem considerados ilícitos, após referendados pela Suprema Corte, condene-se, e que um projeto de governo alternativo já esteja na ponta da língua para se pôr em prática, caso negativo, que os ativistas da abrupta sucessão, ajam desprovidos de emoções, para que não sejam introduzidos na história do Brasil como protagonistas do caos.
Iniciativas um tanto contraditórias
         Meio à crise financeira do país – e dos Estado federados– e a incapacidade do governo central de tomar medidas rápidas para tentar ameniza-la, do Legislativo e do Judiciário, outros poderes e ditos harmônicos da República Brasileira, têm brotado, a juízo deste cidadão aqui, iniciativas um tanto contraditórias. Entre umas e outras estampadas nos noticiários selecionei as mais recentes.
A opinião pública, como se sabe, quanto ao badalado “financiamento de campanha” aos políticos de ação de inconstitucionalidade da OAB vitoriosa no Supremo, e pivô, assim entendido, da corrupção brasileira, já bateu o martelo de   muito: quer acabar com esse sistema. Claro, fazem parte dela, e inclua-se, as vozes das manifestações “democráticas” festivas e não festivas que vão desde o “fora Dilma” à volta do regime militar; portanto, chegando a significativo convencimento. Apesar disso, não é que a Câmara dos Deputados contrariando a expectativa popular, votou pela permanência do dimdim fácil das empresas! E para me aumentar a perplexidade, sobre o tema um ministro do referido Tribunal, acha de passar, como não atentasse para a lentidão, conceitual qualidade de nossa Justiça no seio da população, mais de um ano para dar seu parecer!  
         Outra que me causou apreensão, é a que determina como as pessoas –servidores, deputados, deputadas e visitantes– devem se vestir para transitarem na Câmara. Como aos nobres machos (como óbvio, refiro-me ao sexo) o regimento já lhes impõe o uso do terno e gravata, o destaque é a proibição de decotes e saias curtas e, até da popularíssima calça jeans, dando um freio na galera desejosa de conhecer ou visitar a mui propagada Casa do Povo. Se o país estivesse voando em céu de brigadeiro nada mais justo a busca pela igualdade da mulher, uma vez que a justificativa insere a citada imposição regimental aos deputados. Por outro lado, mesmo sem turbulências, a frustrar a natural vaidade feminina preferível seria a meu ver, que se propusesse a eliminação do acessório de pescoço e outros invólucros dispensáveis do vestuário masculino.
         Ainda dos legisladores, um decreto-lei que tramita ou tramitará na “Casa do Povo” propondo a vigilância, o policiamento para quem falar mal de políticos em geral na internet mais que receoso, me deixou atônito. Objetiva uma mudança no marco civil da internet facilitando a retirada imediata de postagens ofensivas a parlamentares, sobretudo as caluniosas, e que não somente o autor, mas também sites, provedores e portais respondam pelo crime.  Até aí tudo bem, pois a ninguém é facultado o direito de atirar a torto e a direito com balas de palavras –e de montagens– injuriosas pondo na lama a vida de outrem. Mas olhando por outro ângulo, nas boas intenções parece estar embutido um certo cerceamento à liberdade de expressão, ou no mínimo, um causador de inibição. À luz das ruas, provavelmente surja a clássica “quem não deve não teme”. E para uma instituição que não faz muito, as pesquisas de opinião apontavam como a mais desacreditada do Brasil...
"As nações fracassam quando as instituições deixam de cumprir com a sua missão" - disse o ministro Augusto Nardes ao concluir o seu parecer técnico
Ministros do Tribunal de Contas da União acompanhado o parecer técnico do relator Augusto Nardes rejeitaram as contas de 2014 do governo federal em decisão unânime, com indicativo de 15 indícios de irregularidades, fechando o ano de 2014 com um déficit primário de 0,6% do PIB resultado, também das “pedaladas fiscais”, ações vedadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A decisão do TCU não tem efeito prático imediato. Será encaminhada ao Congresso sugerindo a reprovação e deve passar, ainda, peala Comissão Mista de Orçamento e pelos plenários da Câmara e do Senado.
Sob a alegação de que a lei não estabelece valores específicos, o governo diz que a prática é comum e vem de governos anteriores, haja vista que o fluxo de caixa entre bancos e o Tesouro nunca é exato em certo momento, porém para o ministro Augusto Nardes os valores das pedaladas em 2014 são de escala muito elevada chegando a R$ 40 bilhões que somadas a outras irregularidades totalizam R$ 106 bilhões, numa expansão política sem transparência e, em defesa o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que o tema "adquiriu um contorno excessivamente político".
A população teve participação efetiva na decisão, com manifestações através das redes sociais e comemoraram a decisão, em frente ao prédio do TCU.
Prefeitura de Itapebi, sucateada e cercada de mistérios anuncia demissões
Argumentos não faltam, ou melhor nunca faltaram. Para realizar contenção de despesas, a prefeitura de Itapebi anunciou um corte "temporário em comum acordo" de 400 funcionários comissionados, contratados por indicação que deverão retornar em novembro, -"visando enxugar a folha de pagamente e manter serviços essenciais" conforme disse o secretário de administração Aécio Conceição. Devem ser afetados cargos como professores, motoristas, auxiliares de enfermagem, vigilantes, garis e auxiliares administrativo
Próximo ao entrocamento que dá acesso à cidade de Itapebi, professores da rede de ensino na manhã desta terça-feira, 15 de setembro de 2015 interditaram a BR 101 no trecho que liga Itagimirim a Camacã, contra a persistência da administração em manter atrasado o pagamento e outros direitos dos professores do município.
A polícia rodoviária Federal, que negociou com os sindicalista, aguarda a decisão da categoria que promete permanecer no local até que sejam atendidas sua reivindicações.
Banda Marcial e Fanfarra de Itapebi participam de desfile em Santa Cruz de Cabrália
Em Santa Cruz de Cabrália, Itapebi participou do desfile de 7 de setembro, com Fanfarra e Banda Marcial do Colégio Clovis Adolpho Stolze onde mais de duas mil pessoas, entre alunos professores e outros participantes -"deram vida a um dos maiores desfiles cívicos já realizado na cidade", na manhã ensolarada do dia da independência e onde a história do município foi narrada através dos pelotões, mostrando a cultura e fatos históricos.
Brilharam as fanfarras, dentre as quais a Banda Marcial e a Famarp de Itapebi como convidados, além de atletas de academias de capoeira, tae kwon do e karatê e grupos evangélicos.
Desfile pelo aniversário de Itapebi, acontece sob protestos de professores
Sob vaias de professores, alunos e populares, prefeito não consegue hastear bandeira
Ao som do hino popular da insatisfação pela má administração do município, depois de desfilarem pelas avenidas principais da cidade, alunos da rede de ensino com participação também de alunos da vizinha cidade de Itagimirim formando a Fanjuita, juntamento com professores e populares se concentraram em frente a prefeitura como parte das comemorações pelo 57º aniversário de Itapebi e impediram, com vaias, as autoridades de realizarem os hasteamentos das bandeiras nacional, da Bahia e do município. Sobrou também para a secretária de educação Verônica que ao agradecer a todos pela participação no evento, também foi vaiada, ainda que por uma pequena minoria e, com firmeza declarou sua indignação pelo desrespeito aos seus familiares que estavam presentes e, com firmeza em suas palavras, enfatizou a importância da data alusiva ao aniversário de emancipação do município.
Em transição, Itapebi se prepara para um novo tempo
Força jovem, solução para novas mudanças
Acordar e sair para um novo dia de trabalho, de nova ida à escola ou simplesmente para uma nova voltinha na cidade, com esperança de novas conquista, novas lideranças e uma meta que atinja a população também com novas visões de um futuro onde o perfeito não seja simplesmente mais que perfeito, mas puramente o presente, mais um dia sem angustia e que fatos concretos e bizarros, incríveis e assustadores seja coisa do passado.
ALUNOS DO CLOVIS REALIZAM TRABALHOS DE ARTES EM TELAS E ESCREVEM SEUS LIVROS

ANTENA 1 - A FM mais ouvida do Brasil
Destacamento Militar dos Arcos

De Freguesia Nossa Senhora da Conceição a Itapebi

Em 6 de agosto de 1881,  elevado à categoria de freguesia com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição jurisdicionada à Freguesia de Nossa Senhora do Carmo (Belmonte), seis anos depois, em 1887 foi elevada a Distrito de Paz. O nome Cachoeirinha, atribuído pelos primeiros habitantes, teve inspiração na Cachoeira da Lapinha (Cascata da Lapinha - foto abaixo), uma queda d’água com cerca de 50 metros de altura no córrego denominado Lapinha. Era o local de lazer
do povo da região que ali armavam suas barracas e se divertiam nos finais de semana.

P
ara garantir a estabilidade na região, o governo da Bahia criou por decreto de 21 de novembro de 1813 o Destacamento Militar dos Arcos (foto acima), mais tarde denominado Quartel dos Arcos, instalado na Ilha do Maraú situada pouco abaixo do vilarejo.

Cascata da Lapinha -  ponto de diversão para a população

Cachoeirinha foi palco de pessoas ilustres na região, como Manuel Assis, Antônio Mana de Melo, José Timóteo, Simpriciano Antônio Soares, Sabino José da Costa, e os membros da família Guimarães, que eram donos de engenhos na margem esquerda do Rio Jequitinhonha. Naquela época existiam vários serviços urbanos tais como cartório de registro civil, agência de correios e casas comerciais.

Desenho do povoado de Cachoeirinha, de Raulino Teixeira

Formada por músicos amadores, em Cachoeirinha possuía uma banda que animava as festas religiosas principalmente em homenagem à padroeira Nossa Senhora da Conceição onde eram realizadas as quermesses e procissões. Os padres que celebravam as missas e os casamentos vinham da cidade de Belmonte.

A decadência de Cachoeirinha se deu devido aos sucessivos deslizamentos de terra, pois se localizava abaixo de morros e despenhadeiros.
O coronel José Francisco de Souza, conhecido por Juca de Vicente (foto), líder naquela comunidade, solicitou ao seu sogro Ludugero Carmona de Souza uma área de terra da fazenda Pedra Branca para onde seria transferida a população de Cachoeirinha, evitando assim aglomeração na fazenda Estrela do Norte.  Então se formou ali a Vila de Pedra Branca. Mais tarde passou a povoado e em seguida a distrito. A família de Ana Domingues doou aos desabrigados uma área de terra em Pedra Branca próximo ao Córrego da Bica, onde a população se fixou e construiu suas casas e palhoças. Surgiu, então por volta de 1910 a Vila da Pedra Branca.

Próximo ao córrego da bica deu-se início ao povoado de Pedra Branca

No ano de 1938 o nome de Pedra Branca foi mudado para Itamarati que tão logo, por um fato inusitado, o distrito mudou, novamente de nome - correspondências enviadas ao Palácio do Itamaraty eram encaminhadas ao distrito de Itamarati, causando sérios contratempos. O distrito passou, então a ser chamado de Italva permanecendo com esse nome até 1944 quando recebeu a denominação de Itapebi - palavra  formada por três junções de formação  tupi guarani (Ita = pedra, Pe = chata, plana, Bi = ponta, terra, chão).

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
No dia 14 de agosto de 1958, Itapebi foi desmembrado de Belmonte e elevado à categoria de município.

Vista aérea da cidade de Itapebi

Foi escolhido o primeiro prefeito, o Filho de Pedro  e Leonor, Clóvis Adolpho Stolze que exerceu um mandato entre os anos de 1958 a 1962, período em que idealizou uma nova cidade inspirado em Juscelino Kubitschek, projeto que só foi implementado nove anos depois pelo então prefeito eleito, Renato Duarte Ribeiro da Costa.
Na vanguarda da história política de Itapebi  a  família Stolze,  sempre teve a preocupação com o futuro da cidade e, assim, procurando estar atenta às transformações que poderiam ter reflexos no município, investiu em educação, saúde e comunicação em todos os níveis, pensando na geração de emprego e renda, dotando a cidade de infra-estrutura fazendo crescer a área de serviços.

Clovis Adolpho Stolze - escolhido primeiro prefeito

Nesse período foram construídos o hangar, o mercado que também funcionava como alojamento para os tropeiros que comercializavam, ali, as suas mercadorias, foram pavimentas as ruas, praças Ney Viana e Havaí hoje praça 14 de agosto. Foi também implementada a energia elétrica.

Campo de aviação - hoje Av. Vicente Barreira

Foi construído  o ginásio da cidade (foto abaixo), quando  trouxe para o município, professores qualificados para lecionar. A qualidade dessa equipe, formada por Valternise, Célia Bernadete, Marilena Pimentel, Joaquim, Roque  e Antônio Lopes (autor da letra do hino de Itapebi, musicada por Antonio Cirielo), transformava  esse centro de ensino como o melhor na região. Mais tarde, somou-se a esse grupo as professoras Nadir Simões, Cleuza Guimarães, Ivone Paternostro, Cecília e outros que muito ajudaram a compor esse período. E professora Eulina Suzart que já lecionava desde 1931, passou a exercer a função de supervisora de ensino.

Ginásio Clovis Adolpho Stolze

Nossa comunidade vivia seus grandes momentos, também na área cultural.
Nas décadas de 1940 e 1950, a grande rivalidade nos quatro dias de carnaval ficava por conta de dois cordões: o Cordão das Primeiras e o Cordão das Segundas. O Cordão das Primeiras era integrado pela elite da cidade e contava com a animação de músicos vindos de Belmonte. O Cordão das Segundas tinha a participação de populares e era puxado por Rosalvo Teixeira, no trompete. Todos fantasiados, com suas vestimentas preparadas com muita antecedência e expectativa, a animação era total com as marchinhas de carnaval da época.
A  disputa entre os dois cordões todos os anos tinha como vencedor, por aclamação, o Cordão das Segundas. A organização ficava por conta de Nadinho de Betinho (Agnaldo, irmão de Ariádine de Veri), um grande organizador dos carnavais. Também participava da organização Claudionor Teodoro dos Santos (Nonô), um dos maiores animadores dos carnavais de rua da cidade, que também cantava nos bailes carnavalescos realizados nos salões. No meio dos muitos foliões, desfilavam também pelas estreitas ruas as "cabeçorras": personagens com máscaras gigantescas feitas de muitas camadas de papel e cola. Todos tinham a curiosidade de saber quem estava sob aquelas enormes máscaras e as vestimentas que cobriam o corpo inteiro.
Nas décadas seguintes os carnavais passaram a ser animados por Joao de Lila, Raulino, com participação de músicos vindo da cidade de Belmonte e mais tarde passou a integrar o grupo, Nilton Nascimento.

Conjunto musical formado para os carnavais em Itapebi

"Varre, varre vassourinha, pela estrada além, vá dizer à prefeitura que Jani já vem"
Assim cantava um séqüito de correligionários políticos que torciam pela vitória de João Rodrigues da Silva (pai do artista Avelino Xangai), mas que um ano depois, em 1964, por pressões também política, entregou o cargo que passou para o então funcionário administrativo, que já trazia um vínculo de amizade com o antecessor Clovis Stolze, Jesuíno de Almeida Costa, nomeado pelo governo militar e que governou até o ano de 1966. Nesse período pavimentou a praça da igreja de N.S. da Conceição, padroeira da cidade. Além do seu antecessor, também foi um dos grandes incentivadores da Filarmônica 1º de janeiro...
Instituída ainda na antiga Pedra Branca, em 1º de janeiro de 1934, a filarmônica dava os seus primeiros passos na sua formação com a ajuda do professor Isidio Rocha. As primeiras tocatas aconteceram sob a batuta do maestro Antônio Santo,  conhecido como Caçassá. Os primeiros sócios fundadores, Dionísio Teixeira, Argemiro Santos, Geraldo Guimarães, Demétrio Couto Guerrieri e, na qualidade de colaboradores, Clovis Adolpho Stolze e Dr. Hamilton Inácio de Castro deram o  impulso necessário, até que em 27 de novembro de 1955, reunidos em sua sede na Rua 28 de Setembro, em Itapebi aprovaram, em assembléia, o  seu estatuto  que foi publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 23 de março de 1957.
Mais tarde a filarmônica passou a ser regida pelo ex-prefeito, maestro Jesuíno de Almeida Costa que em seguida passou a batuta para o músico e maestro Rosalvo Teixeira.


 
Itapebi - 10 anos de emancipação - 14 de agosto de 1968

Em 1933, acompanhada desues pais JoãoBatista Suzart e Marcolina Neco, Eulina Suzart Santos, uma garota recém formada professora pela primeira turma da Escola Normal de Feira de Santana chegava a Itapebi. Logo foi nomeada para lecionar na Escola Estadual de Pedra Branca, assumindo, inicialmente, uma classe em Maçaranduba, uma fazenda no distrito de Cachoeirinha.
Em 1938 casou-se com o tabelião José Vieira dos Santos, nascido em Santo Antonio da Glória, residente no distrito desde 1931, quando foi nomeado Escrivão de Paz. Em 1953, com a elevação da Vila de Pedra Branca a distrito, os serviços públicos – Cartório de Registro Civil, e a Escola Estadual – foram transferidos para esta nova sede. O casal teve quatro filhos Emílio José (hoje, presidente da Afai), Tânia Maria, Maritânia e Maria Conceição.

Na área esportiva, Itapebi também viveu seu tempo áureo no futebol.
Em 5 de maio de 1952 foi fundada a ADI - Agremiação Desportiva de Itapebi, cujo primeiro presidente foi José Deiró Tanajura e era formada inicialmente por três agremiações.
No mesmo ano, no campeonato da cidade, sagrou-se campeão o Esporte Clube América. No ano seguinte foi a vez do Bahia Esporte Clube numa disputa com o Italva Futebol Clube.
Como maiores craques de todos os tempos na região, até hoje são lembrados: Wilson Lopes (Wilson de Faustina), Brício Nogueira Filho (Brincinho), Gerson (da família Paixão), Edmundo (filho de Esdro Souza) e Arnoldo (filho de Tapuia). Wilson Lopes foi um grande atacante que atuou pelo Italva e pelo América. Brício, craque do Italva, tinha dribles que lembrava as jogadas de Garrincha, e chegou a jogar no Galícia de Salvador e em clube do Rio de Janeiro. Gerson atuou pelo Clube Colo Colo de Ilhéus e chegou a receber convite para jogar em Salvador. O grande destaque Edmundo Souza, bom driblador, era considerado jogador de seleção. Atuou no Bahia e América de Itapebi e Jogou pelo Colo Colo de Ilhéus, além de também ter sido convidado para jogar em clube de Salvador

Italva Futebol Clube em dois tempos
América Futebol Clube
Bahia Futebol Clube
 
   
Dr. Rochinha
Dr. Edgar Rocha
Enfermerio Alipio Mota

Atuaram como médicos de plantão o Dr. Rochinha e o Dr. Edgard. Nascido no município, já despontava como enfermeiro o jovem Alípio Mota que passou a trabalhar no consultório de Dr. Rochinha.

De Santo Amaro da Purificação, no ano de 1944, chegava à cidade, depois de um período morando em Belmonte, o jovem Oscar Sérvulo Lemos. Numa parceria com Rafael Tosto montou a Farmácia Ypiranga que mais tarde, sob a direção de Geraldo Mendes Pompa passou a se chamar Farmácia Ita. Vale destacar, ali, a permanência do funcionário Nelson Lôto que prestou serviços sob as duas direções da casa.
Casado com Hilda Barbosa de Lemos Oscar Lemos teve doze filhos: Haroldo, Hermes, Herval, Gerosina, José Pedro, Maria Delvina, Manoel Corbiniano (participou como membro do Conselho Administrativo da Afai), Maria D´Ajuda, Antonio, Maria das Graças, Maria do Carmo e Sérvulo Eduardo e teve grandes influencias na comunidade.


Não muito longe da sede,  servindo de  ponto intermediário entre Itapebi e Itabuna,  a fazenda Ventania, pertencente a Pedro Alexandrino e  Dona Lulu recebia o português Joaquim Pinta Lapa, casado com Zilma, filha do casal, com quem teve os filhos, Lourdes, Carlos, Zilma, Armando (hoje, membro do Conselho Administrativo da Afai) Afonso e Olinda. Lá os ônibus passavam obrigatoriamente, pois a linha rodoviária tinha a Fazenda Estrela do Norte como ponto final da viagem. Da fazenda Estrela do Norte era feita a travessia, dos carros e pessoas através de balsas e canoas, que ficavam na cidade ou continuavam suas viagens rumo a Belmonte, Itagimirim, 64 (hoje, Eunápolis) e vice-versa.

Atuando na área da agricultura, em 1964, no dia 22 de maio a Ceplac começou os seus trabalhos em Itapebi, sob a responsabilidade do engenheiro agrônomo Antônio Manoel Freire de Carvalho prestando serviços tanto ao município de Itapebi como também aos municípios vasinhos de Itagimirim, Belmonte, Santa Cruz de Cabrália e Potiraguá, no desenvolvimento não só da lavoura cacaueira como também no desenvolvimento de diversas lavouras, como a da mandioca, do feijão e do milho, além de prestar assistências financeiras em diversas outras áreas como estradas, saúde e saneamento, comunicação e sindicato rural.

Tardes de domingos em Itapebi - décadas de 60 e 70

CULTURA
Próximo à residência de Silvio Tosto um italiano que adotou Itapebi como sua segunda cidade, foi um dos grandes enriquecedores da nossa cultura musical, os jovens se reuniam para os momentos das velhas tardes de domingos ao som das canções e violões de Silvinho, Silvanir, Silvana e mais tarde Sidoé. Ainda em sua residência em um salão parte da sua casa aos domingos era reservado para a criançada que não podia freqüentar o clube à noite. Do Twist ao iêiêiê, à bossa nova e com o surgimento dos Beatles, foram deixados na lembrança de cada um, momentos inesquecíveis.

Primeito LP gravado por Xangai, pela CBS

Pela CBS, o filho de João Rodrigues da Silva (Jani), ainda com o nome artístico de Shangay, um aglutinador de linguagens sertanejas, em 1976 gravava o seu primeiro disco "Acontecivento" com um repertório de artistas já conhecidos como "Asa branca",  de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, "Forró de Surubim", "Marcha-rancho" e "Esta mata serenou", entre outras. Mais tarde adotou o nome, hoje conhecido mundialmente, de Avelino Xangai.

POLÍTICA
Renato Duarte Ribeiro da Rocha ao lado da mãe Djanira (esquerda) e da exposa Auri (em pé à direita)

Filho de Adelino Ribeiro da Costa e dona Melania Bartolli Duarte, casado com Auri Cachoeira Costa, com quem teve os filhos Dejanira, Othon e Juscelino, Renato Duarte Ribeiro da Rocha, herdeiro das fazendas Pedra Branca, Campo Seco e Canuto, candidato pelo ARENA, eleito prefeito  nos anos de 1971 e 1972 e mais tarde pelo PDS, depois da gestão de Floriano Cachoeira, foi eleito com 90 % dos votos, prefeito de Itapebi pela segunda vez de 1977 a 1982.
Nesse período, nascia o Lions Clube, a Loja Maçônica 16 de Julho e a Associação Rural, hoje Sindicato Rural.
Sua administração recebeu, por duas vezes,  da revista Atualidade a medalha de Melhor Administrador do Ano.

Inauguração da nova usina elétrica de Itapebi, no bairro novo

Na nova cidade transferida para o planalto acima dois quilômetros da cidade baixa foi reimplantada a energia elétrica com inauguração da nova usina que fornecia energia para a região, o abastecimento de água, pavimentada a Praça 14 de agosto, a praça 2 de julho, a avenida 28 de setembro, a rua Pedro Stolze e a praça da matriz. Foram construídos  prédios mais prédios escolares, sendo um na sede e outro no distrito de Caiubi, onde também fora feita a colocação de serviço de abastecimento de água e energia elétrica e a sua ligação com a sede através de estrada de rodagem e onde também  foi urbanizada a Praça São Geraldo.
Na área de comunicação, foi instalada  antena retransmissora de sinais de TV,  uma rede de telefonia municipal, a primeira do gênero no sul da Bahia.

Convenção do partido para escolha de Floriano Cahoeira para prefeito

Eleito para o período de 1973 a 1976,  Floriano Cachoeira, conhecido como roxo Cachoeira, filho de Antonio Augusto Cachoeira e  Floriana Cachoeira, nascido no distrito de Cachoeirinha,casado com Laura Botelho com quem tem cinco filhos, Marli, Humberto, Roberto, Sueli e Leila, governava o município de Itapebi, no  décimo quinto ano de sua emancipação política.
Foi construída a biblioteca Professora Valternise, o Clube Social  onde antes funcionava o hangar, regularizado no Ministério da Educação, o Centro Educacional de Itapebi facilitando a emissão dos certificados aos alunos que precisaram continuar os seus estudos, construído  o abrigo rodoviário, equipada a prefeitura com trator, caçambas, um jipe para Caiubi, construídas  pontes nos rios Contiguiba e São José e as arquibancadas do estádio. Chegava ao município, a  Nestlé, criando novos empregos.

No seu primeiro mandato, Renato deu início à construção da nova cidade, um projeto concebido na gestão do primeiro prefeito Clovis Adolpho Stolze, abrindo ruas, construindo prédios escolares, posto médico, deu inicio à construção do estádio municipal, do Parque de Exposições, conseguiu a criação da comarca no município, conseguiu a criação do 2º grau com os cursos de magistério e contabilidade. Na área de saúde, construiu o  Na área de comunicações, implantou o sistema DDD e DDI através de convênio com a Telebahia. E, em convênio com a Embasa ampliou a rede de água e ampliou a rede elétrica através da Coelba.
Novos administradores foram surgindo, novas empresas também foram surgindo e poderão, ainda, beneficiar o nosso município.

Para um período entre os anos de 1983 a 1988, foi eleito JUAREZ CARDOSO DE SOUZA.

Vereadores: Bernadino Bispo dos Santos, José Santana, Djalma Agapito de Brito, José Alves da Costa Filho, Nicélia Raimunda Stolze Andrade, Cleide Sá Neves, Nilton Manoel do Nascimento, Juraci Andrade, Walter Moura Ferreira, Humberto Botelho Cachoeira, Esdro de Souza Filho.

Para os anos de 1989 a 1992, foi  ADROALDO  GUIMARÃES DOS SANTOS FILHO.

Vereadores: Adelino Walter Ferreira, Vilson Borges Stolze, Agnaldo Gomes de Carvalho, Cauby Manoel Andrade, Adebônio Silva Rodrigues, Gilberto Rodrigues Esteves, Domingos Lopes, Joaquim Dias Silva, Nelson Alves Barbosa, Gerdione Moura Teodoro, Ednaldo de Melo Góis.

Em 1992 foi eleito para um període entre os anos de  1993 e 1996, foi eleito  ESMERALDO COSTA SANTOS.

Vereadores: Celeny de Souza Borges, Gilberto Rodrigues Esteves, Genildes Sebastiana Dantas Seara, Celino Bispo dos Santos, Wladimir Ferreira Santos, Gilmar Salustiano Santana, Elenilton Nascimento de Santana, Domingos Lopes, Algesi Gomes Bonfim.

Para um período de quatro anos, que abrangeria os anos de 1997,1998,1999 e 2000, drasticamente interrompido no dia 4 de maio de 1998, foi eleito Prefeito, ALMIR JOSÉ STOLZE FILHO.

Vereadores: Elenilton Nascimento de Santana, Domingos Lopes, Gilmar Salustiano Santana, Genildes Sebastiana Dantas Seara, Nicélia Raimunda Stolze Andrade, Adelino Walter Ferreira, Celino Bispo dos Santos, Constantino de Souza Porto, Djalma Agapito de Brito, Edilson Silva Aguiar, Laudeni Santos Pereira, Zelito Gomes da Silva.

Toma posse, então, o seu vice, para o restante do período, de 1998 a 2000,  JOSÉ DE SOUZA SANTOS (Zito)


Em 2001, para um período até o ano de 2004, novamente eleito, toma posse ESMERALDO COSTA SANTOS.

Vereadores: Genildes Sebastiana Dantas Seara, Zelito Gomes da Silva, Adeildo Souza Silva, Juarez da Silva Oliveira, Adelino Walter Ferreira, Osvaldo dos Santos Melo Júnior, Celeny de Souza Borges, Laudeni Santos Pereira, Eduardo Paulo Oliveira de Souza, Cleide Moreira do Nascimento, Domingos Lopes.

Para um período que que começou no ano de 2005 e termina neste ano de 2008, foi eleito  CLÁUDIO HENRIQUE FERREIRA DE CARVALHO.

Vereadores: Juarez Silva Oliveira, Florisvaldo da Silva Nunes, Adelino Walter Ferreira, Zelito Gomes da Silva, Domingos Lopes, Maria Aurélia Rosa Pereira, Ubiratan Silva Oliveira, Aristides Nery de Souza Filho, Genildes Sebastiana D. Seara.

Vale destacar a presença incessante, na Câmara de Vereadores, de DOMINGOS LOPES, candidato desde o ano de 1989, a partir da gestão do então prefeito Adroaldo Guimarães, sempre com expressivas margens de votos.

Para o período de 2008 a 2012, com 95,78%, 3.154 do total de 3.293 votos válidos, Cláudio Henrique Pereira de Carvalho, numa coligação entre os partidos PP, PMDB, PRP, PC do B, PV, PSDB e PT, se reelege para um mandato de mais quatro anos com Mazinho como vice que deixou a direção da Escola Eloína Moraes Esmeraldo Costa Santos que teve recurso indeferido, às vésperas, renunciou à sua candidatura.

(Na foto - Vice prefeito - Mazinho) Foram eleitos para compor a câmara de vereadores, os candidatos Peba que teve o maior número de votos num total de 315, Elenilton com 256, Nunes com 244, Koki com 217, Gaison com 169, Cleide do Mercado com 168, Paulinho de Fifia com 111, Diu da Ambulância com 108 e Juarez da Carpintaria com 94 votos.

 
No dia 14 de agosto de 1958, Itapebi foi desmembrado de Belmonte e elevado à categoria de município. Foi escolhido o primeiro prefeito, o Filho de Pedro  e Leonor, Clóvis Adolpho Stolze

Quadro de professores no ano de 1966

 
Vista aérea da Cidade Alta

 
 
 
 
 
 

Devane - óleo e tecido sobre tela

Mostra de artes APAE 2011

 
ENCONTRO BRASÍLIA
ENCONTRO AÇAILÂNDIA 2008
GALERIA ENCONTRO AFAI 2008
 
  1. NOTÍCIAS 2013
 
Zezinho e Jeylielle
 
Ana Paula e Cassio
 
Sonaiara e Eder
 

Renan e Josilene

 
Grupo voluntário em Itapebi promove atividades em período de férias escolares
Itapebi sofre com as fortes chuvas que castigaram a região
"Por meio da educação, é possível transformar
Jane Vasconcelos à frente do PR Mulher em Açailândia
Edson retorna a Brasília com a família, a caminho da Bahia
Feira da saúde em Povoado de Ventania
Dia mundial do Rock tam presença de Rhendra Nadyer
Aniversáruio de NINI NEVES - 23/7/2010
Torneio de Sinuca - 2009

AFAI ENTREGA INSTUMENTOS MUSICAIS A GRUPOS CULTURAIS EM ITAPEBI

Galeria de fotos do 54º aniversário de Itapebi

Galeria 2

Aniversário de Devane 2012
Galeira
Galeira 2
ITAPEBI 52 ANOS
GALERIA DE FOTOS 1


Desfile cívico em Itapebi também na Cidade Baixa - 2010
CIDADE ALTA

CIDADE BAIXA
Enquanto isso...
Inaugurações na Casa de Misericórdia e Creche Jesus Amparado, em Itapebi
Ivanzinho e Isadora
 

Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.

  • Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.
  • Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.
  • Não se ligue em quem te traiu você foi fiel.
  • Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.
  • Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.
  • Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...

O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.
Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você?
Você está pronto para recomeçar?